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12 de junho de 2015

Angola

Ondjaki






Ondjaki, nascido em Luanda, Angola em 1977, é um escritor angolano.
Estudou em Luanda e concluiu licenciatura em sociologia em Lisboa, Portugal. Fez doutoramento em "estudos africanos" (Itália, 2010).Obteve o segundo lugar no prémio António Jacinto realizado em Angola, e publica o livro, Actu Sanguíneu.

Depois de estudar por seis meses em Nova Iorque na Universidade de Columbia, filma com Kiluanje Liberdade o documentário Oxalá cresçam pitangas - histórias de Luanda.

As suas obras foram traduzidas para diversas línguas, entre elas; francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e chinês. Como por exemplo "A bicicleta que tinha bigodes". Foi laureado pelo Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2007, pelo seu livro Os da Minha Rua. Recebe, na Etiópia, o prémio Grinzane por melhor escritor africano de 2008.

Em Outubro de 2010 ganhou, no Brasil, o Prémio Jabuti de Literatura, na categoria Juvenil,com o romance AvóDezanove e o Segredo do Soviético. O Jabuti é um dos mais importantes prémios literários brasileiros atribuído em 21 categorias. Em 2013, recebeu o Prémio Literário José Saramago por seu romance Os Transparentes.


Em particular, acho que devemos valorizar mais a nossa cultura, possa até parecer que não mas os angolanos (africanos em geral) estão a invadir e a quebrar tabus, então porque somente buscar fora se em casa temos?

Recomendo os seguintes livros de Ondjaki;

           - E se Amanhã o Medo (contos, 2007)




           - Os da Minha Rua (contos, 2007)




           - Os Transparentes (romance, 2012)




           - Uma escuridão bonita (juvenil, Brasil/Portugal, 2013)






22 de maio de 2015

A história começa mais ou menos assim...

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Para qualquer pessoa NUNCA será fácil assumir quem se é, imagina para um negro!
Vivíamos (talvez ainda vivemos) em um mundo dominado por pessoas «brancas», onde os negros eram somente escravos, sem dignidade, sem valor... Um mundo que oprimiu a raça negra até ao extremo.
Mas, mesmo com todos os contras não abrimos mão da nossa liberdade, da nossa dignidade, do nosso valor.
A história da raça negra é a mais bonita que há, em meio a tanta violência, criamos a luz, acreditamos em nós e demos a volta por cima.
SER NEGRO, não é vergonha nenhuma...
Ser negro não se resume à questão da pele, ou ao facto de ter cabelos crespos, ser negro é assumir a sua negritude. É ter atitude para dizer o que pensa e ter coragem para enfrentar o mundo quando este virar as suas costas.
Ser negro é lutar para ser igual nas diferenças, é acreditar que não é inferior à ninguém, é ter princípios, valorizar as suas raízes, é tornar-se um ser capaz.
Levei uns longos anos para descobrir que sou capaz e digo que só agora estou a descobrir quem sou.
Hoje, afirmo orgulhosa que sou negra, não pela cor da minha pele, vai além disso... Aceito-me, valorizo-me e sei que posso fazer tudo o que tiver ao meu alcance independentemente da cor da minha pele e não aceito que me digam o contrário (...)
E tu afirmas-te negra?